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Adoçantes fazem mal ou posso consumir? Açúcar é melhor que adoçante?

Adoçantes fazem mal ou posso consumir? Açúcar é melhor que adoçante?

Perguntas  como  "adoçantes fazem mal ou posso consumir?""açúcar é melhor que adoçante? são frequentes nos consultórios dos nutricionistas. 

Essas dúvidas surgem devido os efeitos da ingestão de açúcar sobre a saúde, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) leva à obesidade e ao diabetes.

E por este motivo a OMS  recomenda que  5% das nossas calorias diárias venham do açúcar; ou seja, 100 calorias , o que equivale a meros 25 g de açúcar adicionado (6 colheres de chá).  

Para você ter uma ideia, vá agora mesmo conferir quanto de açúcar tem na sua porção de sorvete ou biscoito.

Mas se não é açúcar, é o que? Adoçante?

Aqui há controvérsias. Alguns mais naturalistas preferem reduzir a quantidade, tomando o café sem açúcar e resgatando o sabor natural dos alimentos. Aliás, esta é a recomendação prioritária de muitos nutricionistas.

Há quem não consiga reduzir totalmente o açúcar, faz uma redução parcial e opta por uma fonte mais natural de dulçor, como o açúcar mascavo ou demerara ou ainda o mel.

Por outro lado há aqueles que preferem a redução das calorias e são mais abertos aos adoçantes, ou edulcorantes como também são conhecidos.

E qual alternativa é melhor: açúcar ou adoçante?

Já deve ter ficado claro que não há um consenso. Confira alguns posicionamentos:

Governo

Em 2018, o governo brasileiro firmou um acordo com as indústrias de alimentos para diminuir os níveis do açúcar em até 62,4% em alguns alimentos industrializados, prevendo a redução de até 144 mil toneladas de açúcar até 2022.

Os edulcorantes, ou adoçantes, logo tornaram-se, para a indústria, uma alternativa ao açúcar, uma vez que, geralmente, possuem pouco ou nenhum valor calórico e ao mesmo tempo conferem maior dulçor. E por isso foram acrescentados em muitos produtos para atender a este acordo.

Organização Mundial da Saúde (OMS)

É importante dizer que, além de terem de ser aprovados pela ANVISA, os edulcorantes permitidos são submetidos à rigorosa avaliação de entidades internacionais como a European Food Safety Authority, Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA) e Codex Alimentarius do FDA.

Esta avaliação envolve estudos de toxicidade, carcinogenicidade, entre outros. Com isso, é estabelecida a IDA: Ingestão Diária Admissível (ADI), por mg/kg peso/dia.

Assegurando a quantidade que pode ser consumida, sem prejuízo para a saúde.

Esclarecendo as dúvidas, descrevemos abaixo as definições entre os edulcorantes, ou adoçantes, de acordo com a sua origem:

  • Os adoçantes artificiais são produzidos a partir de bases sintéticas, em laboratório, sendo os mais encontrados: acessulfame-k, aspartame, ciclamato, sacarina e sucralose (apesar de ser feita com a molécula de açúcar ela é modificada quimicamente).

 

  • Já os adoçantes naturais, são aqueles extraídos de plantas, como frutas e vegetais ou cereais como o milho e modificados quimicamente para obter ou intensificar o seu dulçor, inclusive nesta lista estão alguns açúcares tradicionais, como: glicose, frutose, sacarose, sorbitol, taumatina, xilitol, manitol, além dos glicosídeos, como o esteviosídeo (Stévia).

Por fim, apresentamos na tabela abaixo as principais características de alguns tipos de edulcorantes:

 

 

 

Ressaltamos também, que os edulcorantes pólis, como xilitol e eritritol, são adoçantes com forte tendência entre os consumidores, principalmente, por serem naturais, ter a mesma doçura do açúcar, mesmo volume da sacarose (podem ser utilizados me quantidades equivalentes).

As vantagens não param por aí: não há sabor desagradável após ingestão, possui baixo índice glicêmico e por isso podem ser consumidos de forma moderada por adultos e diabéticos. E além de tudo isso ainda tem papel na redução do desenvolvimento de cáries.

O que você acha da substituição de açúcar por adoçantes?

Comenta aqui com a gente!

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