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Você está comendo demais? Por fome física ou fome emocional?

Você está comendo demais? Por fome física ou fome emocional?

Você está comendo demais ultimamente? Que tal avaliar se é por fome física ou fome emocional? Ao invés de passar a diante frases do tipo:

“Sabe… eu acho que engordei, vou começar uma dieta amanhã"

"Como estou em casa, acabo beliscando um pouquinho e comendo mais do que quando estava no escritório…vou fechar a boca”

“Vamos sair mais fortes e rolando dessa quarentena”


É hora de parar e estabelecer uma relação mais saudável com a comida. E passar a honrar sua fome e se questionar: "por que você está comendo demais? "

É perfeitamente compreensível que o fato de estarmos em casa nos leva a comer mais do que de costume. E esta foi uma consequência da quarentena. É um lanchinho não programado, é uma pipoca para acompanhar um filme, ou até um bolo de chocolate para o café da tarde.

Antes de culpar o calor, o frio, ou o “ficar em casa”, vamos entender o porquê o “comer demais” é um comportamento de muitos?

Para isso, é preciso diferenciar o que é a fome física e o que é a fome emocional.

 

Qual a diferença entre a fome física e a fome emocional?

É importante reconhecer a diferença entre esses dois tipos de fome, porque assim ele consegue entender quando ele está com uma fome por necessidade ou por simplesmente quer comer.

  • FOME FÍSICA: é aquela em que percebemos sensações no estômago (chegando até a roncar, como muitos referem) e também de falta energia. Ela aumenta aos poucos, gradativamente, quanto mais tempo se afasta da última vez em que comemos, ou quando começamos a pensar na possibilidade de comer e no que comer.

  • FOME EMOCIONAL: ela é uma fome com contexto, o que isso significa? É quando se usa o alimento para tamponar um sentimento. Para distinguir a fome física da fome emocional um exercício é “lidar com as emoções sem usar a comida”.

Como sabemos se é fome emocional?

Precisamos identificar situações em que come em resposta as suas emoções e introduzir comportamentos alternativos para atender às suas necessidades que não estejam relacionadas a comida.

E convenhamos, essa situação de pandemia pode gerar ansiedade, angústia… Como um “vazio” no corpo… E por isso, muitas vezes, as pessoas vão abusando dos lanchinhos do armário ou das pausas para lanche que fazemos no dia. Uma falta para suprir a outra.

Após entendido isso, é preciso trabalhar os aspectos de fome e saciedade. Com as consultas on-line liberadas, você ter o acompanhamento com um nutricionista sem sair de casa, identificar os sinais internos presentes na sua vida e traçar metas para driblar esses gatilhos da fome emocional.

Como identificar a fome e a saciedade?

Um outro bom exercício para trabalhar sua percepção de sinais de fome e saciedade, é fazer um diário alimentar e registrar os motivos que levam você a comer.  E ainda marcar seus sinais de fome e saciedade, dando uma nota para fome antes, durante e depois de cada refeição, o mesmo para saciedade!

Essa dica está no livro Mindful Eating - Comer com Atenção Plena, da Cynthia Antonaccio e Manoela Figueiredo. Aliás, uma ótima recomendação de leitura se "você está comendo demais". E entender se é por fome física ou emocional.

Quais estratégias são eficazes para evitar fome emocional?

Outra dica é prestar atenção em alguns sinais ou características. Por exemplo, se você é uma pessoa que já tem alguns gatilhos de um comer desatento, um comer compulsivo, não é bacana que durante o isolamento social você faça estoque de comida, compre somente o necessário.

Planejamento é chave !

Fazer um planejamento da comida em casa é essencial. Pode ser criando um cardápio, uma rotina. Se almeja potencializar os resultados, faça o acompanhamento com nutricionista, elaborando refeições juntamente a ela. Com certeza vai ajudar e te deixar mais seguro!

Cozinhar em família

Como a maioria das pessoas estão trabalhando nessa quarentena de home office, acaba sobrando um tempinho a mais, que seria o tempo de deslocamento de casa ao trabalho, para fazer algumas coisinhas que elas sempre quiseram.

Por que não cozinhar em família? Cozinhar, pode se tornar um momento prazeroso. O ato de cozinhar pode ser visto como uma prática afetuosa, como o escritor Mia Couto já dizia:

“Cozinhar é um modo de amar os outros".

A preparação de alimentos com afeto possui significados que estão enraizados no íntimo familiar. O afeto e o gosto de se fazer uma comida estão ligados ao pessoal, podendo despertar sentimentos profundos.

Honre sua fome, seu apetite e sua saciedade!

Comportamento Alimentar

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