[ editar artigo]

O que eu aprendi com as beterrabas do quintal: indo além do alimento

O que eu aprendi com as beterrabas do quintal: indo além do alimento

Calma! Não estou louca. Juro que as beterrabas do quintal me ensinaram lições importantes! Acompanhe aqui o porquê da minha conexão com esse alimento.

Pouco antes do início da pandemia, minha família e eu começamos a plantar alguns alimentos em casa. Quando eu menos esperei, capinar, rastelar, semear, aguar e adubar, se tornaram atividades corriqueiras dos meus dias.

E para além disso, se tornaram meus programas de fim de semana, meu jeito de ventilar a mente depois de um dia ou semana estressante. E também se tornou minha forma de renovar minha relação com a nutrição e até com minha família, já que fazemos tudo isso juntos.


De onde vem os alimentos que chegam à sua mesa? Que caminho eles percorreram para chegar até a sua casa? Quem produziu? 

 

Muitas vezes, a gente não sabe a resposta para nenhuma dessas perguntas ou nem se interessa em saber.

Na verdade, muitas vezes, fazemos questão de nem pensar na ideia de "comida" e "terra suja" juntos, como Barbara Kingsolver bem pontua no livro "O mundo é o que você come".

 

Mas conhecer ou pelo menos tentar se lembrar do caminho (muitas vezes longo) que os alimentos fazem para chegar até nós, nos conecta com nossa alimentação de uma maneira muito forte e poderosa. 

E, talvez, esse seja o primeiro passo para uma mudança na rotina alimentar: a conexão com o alimento


Não digo que todo mundo deva ter uma horta em casa e nem que isso seja possível para todos por inúmeras questões. Mas acredito que todo mundo deveria encontrar a sua maneira de se conectar ou reconectar com o alimento.

Essa foi a minha.

E esses dias, enquanto colhíamos beterrabas fresquinhas pra fazer o almoço de domingo, pensei em todo o caminho que a semente tem que percorrer para virar um alimento fresquinho e saboroso.

Mesmo que ela esteja no meu quintal, o caminho ainda é árduo e cheio de perigos. Ela precisa enfrentar pragas, chuva forte, falta de chuva, sol forte, sol fraco, solo pobre (ou inadequado), rega de menos, rega demais, e por aí vai.

Mas apesar de todos os obstáculos, ela cresce e fica forte e nutritiva, e ainda, de quebra, reúne pessoas em volta de uma mesa.

Isso não é incrível?

Minha irmã, nossas beterrabinhas e eu

Essa semana, nossas beterrabas do quintal me fizeram lembrar do quanto é importante ser resiliente, e não desistir diante das adversidades.

Também reafirmaram em mim a importância de se reunir à mesa com as pessoas queridas em um almoço de domingo.

Me fizeram pensar no quanto é bom ter a oportunidade de mostrar tudo isso para minha sobrinha de 3 anos.

E em como essa pandemia tem trazido grandes oportunidades, apesar de tudo, para olharmos para dentro (de nós, da nossa casa, da nossa saúde e da nossa alimentação).

 

Como eu disse, aprendi muito com as beterrabas do quintal!

E você?

O que tem aprendido com os alimentos que consome?

Comportamento Alimentar

Nutri & Você
Tássia Batista Pessato
Tássia Batista Pessato Seguir

Nutricionista, yogi, professora e sempre aprendiz. Doutora em alimentos e nutrição pela Unicamp com foco em alergias alimentares. Ajudo pessoas alérgicas e pais de crianças alérgicas a conviverem com a alergia de forma mais leve.

Ler conteúdo completo
Indicados para você